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É possível criar qualquer coisa com M&M?

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Eu e meu grupo estávamos conversando casualmente com um amigo que deixou (por vontade própria) de jogar RPG, quando ele perguntou o motivo para gostarmos tanto de M&M. Minha resposta foi direta: porque ele tem uma estrutura de criação de personagens incrivelmente flexível, e o foco nos efeitos torna tudo melhor. Claro, há outros tantos motivos, como a simplicidade e equilíbrio de regras, a facilidade em resolver boaa parte das jogadas com um ataque e um salvamento ( mesmo fora de combate ), mas acho que o que me chamou a atenção de imediato foi a criação de personagens baseada num conjunto de efeitos conciso e desatrelado à descrição do que queremos. A conversa chegou num ponto em que discutíamos como simular sexo e erotismo em jogo (não que isso fosse ser aplicado — não me agrada muito ficar simulando sexo imaginário com um bando de nerds). E... sim, chegamos a alguns resultados (usando Affliction limitado a agarrões e... esquece). Não sei se dá para criar absolutamente qua...

Ideia de campanhas paralelas

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Depois de um longo tempo inativo, eis que ressucito o Adepto do Heroísmo! Estava com bastante dificuldade para ter contato com RPG e mesmo com a internet, então fazer atualizações - ou mesmo ter ideias para elas - estava uma dificuldade. Resolvi me dar férias do blog até as coisas da vida real se estabilizarem. Espero que estejam mais estáveis, agora. Assim como estava inativo do blog, estava sem ideias para mestrar. Faz bastante tempo que não faço uma aventura decente, mas a enxurrada de filmes de super-heróis me deu uma nova inspiração, especialmente com os filmes da Marvel. Minha nova ideia de campanha começou como algo bem tradicional: os jogadores são os primeiros personagens com superpoderes a surgirem em público. Não é uma ideia nova. Pelo contrário, esse tipo de ideia já foi reciclada uma porção de vezes (inclusive agora, pelo novo Universo da DC Comics). Porém eu disse que havia "super-heróis" de guerra. Nenhum capaz de voar ou ricochetear balas com o ...

Por que o movimento de "videogamezação" pode ser bom para o RPG

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Quando eu vejo discussões sobre se determinado sistema é bom ou ruim, vejo muito sendo dito sobre "parece um MMORPG de papel", ou "é um wargame disfarçado". Se esses argumentos refletem a realidade ou não realmente não importa. O que importa é se esse movimento que os sistemas têm (ou que as pessoas vêem nos sistemas) é positivo ou negativo. O que é um jogo? Antes de mais nada, é importante ressaltar a definição de jogo. Uma definição apropriada de jogo deve englobar qualquer estilo que você possa imaginar, desde jogos de tabuleiro (como xadrez, Go, ou mesmo Banco Imobiliário ou War), jogos eletrônicos (como os tais MMORPGs) ou os jogos de interpretação. Sim, apesar de os defensores mais ardorosos do RPG colocá-los como uma forma superior de jogo, por se tratar também de uma arte interpretativa, o RPG continua sendo um jogo. Art...

Em defesa do New School

Antes de mais nada: desculpem pelo hiato nos posts. Estava viajando, e lá eu não tinha muito tempo de escrever nada. Old School está na moda. Tudo começou com o lançamento de D&D 4E e a ampla "não aceitação" de certos jogadores ao novo sistema. Não se enganem: D&D 4E é, provavelmente, a mais popular versão de D&D já publicada, mas sempre existirão pessoas com nostalgia o bastante para dizer que os velhos tempos eram melhores. O problema é que essas pessoas não têm muita certeza do que defender. Não existe um pensamento único sobre o que seria um sistema "Old School", e com base nesses pensamentos muitas vezes divergentes ou paradoxais diversos retro-clones surgiram, como o representante brasileiro "Old Dragon". Não me entendam mal, eu não tenho nada contra Old School. Não tenho nada sequer contra esse pensamento desorganizado que permeia o conceito. Afinal, conceitos obscuros são amplamente usados no nosso dia-a-dia o tempo todo, como o c...